Quanto mais se aproxima da natureza, menos esforço se faz.
A diversificação garante a estabilidade.
A estabilidade vem quando se fecham os ciclos.
Todo sistema deve produzir mais energia do que consome.
É mais barato prevenir emergências que enfrentá-las.
Visa-se cooperação em vez de competição e integração em vez de fragmentação.
Para se planejar um sistema de auto-sustento, é preciso clareza nos princípios de base que norteiam o trabalho. Na Permacultura, um dos princípios é a cooperação e outro princípio fundamental para projetar um sistema sustentável é o do respeito pela sabedoria da Natureza, que desenvolveu um sistema perfeito para cada lugar.
Então qualquer projeto começa com a observação aguçada da natureza do local.
Assim, do princípio(respeito pela sabedoria da Natureza) surge a estratégia (observar e copiar a Natureza), da qual surgirão as inúmeras técnicas, que podem ser emprestadas de outras situações similares, ou criadas no local.
Em resumo, o princípio é o porquê de fazer, p. exemplo, um muro naquele lugar, daquele jeito. Sem princípios claros, as mesmas técnicas podem ser tanto benéficas quanto destrutivas. A estratégia é saber onde e quando fazer o muro (a técnica dentro do espaço e do tempo). As técnicas são os materiais que se usam para a construção do muro e como montá-los.
Por este motivo, o treinamento em Permacultura depende mais do ensinar a observar e tirar conclusões a respeito de uma situação, com algumas estratégias básicas mais universais que podem se aplicar em qualquer situação. As técnicas são muitas dentro da literatura e estão longe de esgotar as possibilidades de cada lugar. Entendendo as estratégias, qualquer pessoa pode avaliar ou criar a técnica apropriada para determinada situação.
As possibilidades de cada lugar são infinitas e é o homem que define o propósito, que dá o impulso. Uma vez dado o impulso, a Natureza equilibra e o homem observa e ajusta suas ações pelo retorno recebido da Natureza. Assim, desenvolve-se uma verdadeira parceria de cooperação entre os dois.
Por este motivo, é imprescindível uma intenção clara para cada projeto.
A Lei da Otimização da Vida
Segundo Bill Mollison, os princípios de um projeto permacultural devem considerar a ecologia, a conservação de energia, o paisagismo e a ciência ambiental. Em resumo:
Localização relativa: cada elemento é posicionado em relação a outro, de forma que auxiliem-se mutuamente;
Cada elemento executa muitas funções;
Cada função importante é apoiada por muitos elementos;
Planejamento eficiente do uso de energia para casa e assentamentos;
Preponderância do uso de recursos biológicos sobre o uso de combustíveis fósseis;
Reciclagem de energias (humana e combustível)
Utilização e aceleração da sucessão natural de plantas, visando o estabelecimento de sítios e solos favoráveis;
Policultura e diversidade de espécies benéficas, objetivando um sistema produtivo e interativo;
Utilização de bordas e padrões naturais para um melhor efeito.
Tomar o ecossistema como modelo de:
biodiversidade
densidade
verticalidade
sucessão
funções
relações
fluxos
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