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Intercâmbios Agroecológicos: Valorizando a convivência com o Semiárido

O Projeto teve o objetivo de fortalecer as entidades vinculadas à Articulação de Agroecologia na Bahia (AABA), através da realização das atividades preparatórias, que culminarão na 2ª Caravana Agroecológica e Cultural da Bahia, marcada para acontecer no segundo semestre de 2015. A iniciativa foi voltada para todas as organizações que compõem a AABA e foi resultado de proposta desenvolvida pela articulação, em parceria com o Programa Semear, um programa do FIDA e IICA, de gestão do conhecimento em zonas semiáridas do Nordeste do Brasil.

Águas do Jacuípe

O projeto Águas do Jacuípe surgiu com o objetivo de construir coletivamente uma proposta de sustentabilidade socioambiental no semiárido por meio do reflorestamento de matas ciliares de dois afluentes do Rio Jacuípe: Riacho do Urubu e Rio Camizãozinho, localizados em Várzea da Roça-BA, utilizando Sistemas Agroflorestais – SAFs. O projeto apoiou as famílias na construção da transição agroecológica em algumas unidades produtivas familiares; construiu um Viveiro Escola, dois Bancos de Sementes Crioulas e Nativas, implementou 20 Tecnologias Sociais de reaproveitamento e armazenamento de água.

Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação!

O projeto Mulheres Organizadas: Um Desejo, Nossa Ação! realizado pelo Núcleo Sertão do IPB com sede em Várzea da Roça, apoiou os grupos produtivos de mulheres dos municípios de Quixabeira e Várzea da Roça. A intenção foi fortalecer os grupos produtivos de mulheres do campo com base na Agroecologia, na Economia Solidária e no Feminismo, tendo como objetivo ao longo de 2 anos, a formação da rede de Mulheres do Jacuípe.

Blog: http://mulheres-organizadas.blogspot.com.br

Sementes da Chapada Diamantina – O saber dos quilombolas na preservação da agrobiodiversidade.

O projeto Sementes da Chapada trabalhou com o resgate de conhecimentos ancestrais de comunidades remanescentes de quilombos, trazendo em pauta a ressignificação de práticas culturais que interagem de forma sustentável com o meio ambiente. Promoveu a valorização do conhecimento tradicional sobre a agrobiodiversidade, com foco nas sementes crioulas, por meio do diálogo entre a identidade cultural, ecologia e educação nas comunidades quilombolas de Barra e Bananal, no município de Rio de Contas/BA.

Formação Cidadã e Portal dos Canteiros Coletivos

No segundo semestre de 2012 o movimento Canteiros Coletivos em parceria com o Instituto de Permacultura da Bahia realizou intervenções espontâneas nas áreas do Gantois e do Engenho Velho de Brotas que se transformam em oficinas formativas, com duração de dez meses. A ideia foi potencializar as ações nas duas comunidades, instrumentalizando-as com tecnologias sociais que permitam a manutenção das áreas verdes, as intervenções artísticas e o uso mais sustentável do espaço público em seus bairros. Outro componente importante do projeto foi a proposta de capacitar jovens lideranças locais para comunicar e disseminar suas intervenções, gerando conteúdo online que ajude a mobilizar moradores, outras comunidades e atores interessados em replicar as experiências.

Site: http://canteiroscoletivos.com.br/projeto/

Criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) na região da Chapada Diamantina, Rio de Contas - Bahia.

Criada no âmbito do projeto “Criação de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) na região da Chapada Diamantina, Rio de Contas (BA)”, apoiado no 9° edital do Programa de Incentivo às RPPNs este projeto teve o objetivo de apoiar a criação de seis (6) RPPNs, protegendo em torno de 518 hectares no município de Rio de Contas, na Chapada Diamantina, Bahia. A abordagem da proposta previu apoio nos levantamentos planimétricos das propriedades e preparação de mapas e documentação, bem como o apoio ao órgão ambiental nas vistorias técnicas. As áreas destinadas foram demarcadas em campo, georreferenciadas, o processo de criação foi enviado ao ICMBio que deu parecer favorável.

Bioconstruindo a Permacultura Popular - Construção do Espaço Nordeste Rio de Contas/BA
No Centro Histórico da cidade, tombada pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1980, foi instalado o Espaço Nordeste Rio de Contas, gerido pelo Instituto Nordeste Cidadania (INEC) e Banco do Nordeste. A reforma do prédio do Espaço Nordeste foi realizada pelo Instituto de Permacultura da Bahia (IPB), através do uso de técnicas de bioconstrução. O objetivo da iniciativa foi popularizar a Permacultura e a bioconstrução na região, promovendo o resgate do conhecimento ancestral de moradia e o convívio sustentável com a natureza. Para isso, foi criado um espaço-modelo de bioconstrução (Espaço Nordeste), unindo técnicas ancestrais de construção da região, amplamente utilizadas em um passado recente, a outras técnicas ambientalmente responsáveis, a exemplo da Bacia de Evapo-transpiração (fossa ecológica), dos filtros biológicos e do super-adobe (técnica de construção que utiliza sacos de ráfia e terra).

Escola Umbuzeiro

A Escola Umbuzeiro contribuiu para a formação de 44 agricultores familiares em educação popular agroecológica para o desenvolvimento sustentável do semiárido baiano. Os três eixos que permearam todas as atividades da Escola Umbuzeiro foram: Educação Popular, Sistemas Sustentáveis no Semiárido e Articulação Institucional. Diferente de uma escola convencional, a Umbuzeiro foi itinerante e os agricultores fizeram parte da organização de suas atividades. Além disso, todo o trabalho foi feito com base no conhecimento dos educandos e das comunidades do seu entorno. Apresentado e aprovado na seleção pública do programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania, o projeto teve início em novembro de 2009 e encerrou a primeira etapa um ano depois. Ainda com o patrocínio da empresa, em janeiro de 2011, iniciou a segunda etapa até o final de 2012. Os 44 educandos participantes eram agricultores familiares de oito municípios da Bahia: Várzea da Roça, São José do Jacuípe, Capim Grosso, Quixabeira, Serrolândia, Caém, Jacobina e Morro do Chapéu. Cerca da metade deles participavam do Projeto Policultura no Semiárido, também realizado pelo IPB, e construíram o projeto Umbuzeiro. Os outros foram selecionados entre diversos agricultores indicados por instituições parceiras. Os educandos são jovens e adultos entre 16 e 50 anos, que possuem afinidade com a agroecologia, realizam trabalhos na comunidade, tem autonomia em propriedade rural e pretendem permanecer no semiárido.

Acesse: http://www.escolaumbuzeiro.org/

Aroeira – Centro de Diversidade

Construir um ambiente em que possa fortalecer os trabalhos em grupo e melhorar as práticas adequadas ao semi-árido para o aumento da renda, segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e acesso as novas tecnologias. A propriedade da associação e união dos membros servirão de modelo para a agricultura familiar na região."

O projeto prevê diversas ações que serão toda realizada dentro da área de propriedade da associação e que seus membros já trabalham há alguns anos. Isso possibilitará ampliar as atividades agrícolas e educativa dos participantes, não individualmente, mas sim em grupo. Tais atividades aumentará a segurança alimentar a renda e o conhecimento dos envolvidos. As ações do projeto prevê a criação de animais de pequeno porte, mais especificamente abelhas, galinhas e cabras, que serão criadas de forma adequada às condições do semi-árido. Além das culturas anuais serão realizados também o plantio de árvores nativas e fruteiras prealizados pelos participantes, serão construídas também uma horta e um viveiro. A horta será utilizada, primeiramente, para fornecer alimentos cultivados totalmente sem agrotóxicos para as famílias dos associados e, em um segundo momento, para a venda nas comunidades próximas e na feira do município. Por sua vez, o viveiro produzirá mudas que servirão para recuperação de áreas degradadas nas propriedades dos associados, plantio na propriedades da associação e dos policultores, bem como para comercialização.

Alem dos plantios o projeto também realizará atividades de visitas ao centro, essas visitas serão realizadas por alunos das escolas desse município onde terão contato com as atividades agricolas e tecnológicas. Será construído um blog onde serão postados fotos e filmes realizados das atividades na propriedade, além do acesso a internet pelos participantes do projeto.
O uso das tecnologias serão realizados pelos participantes tanto na propriedade da associação como tambem no ponto de apoio do projeto.

Blog: http://aroeiradiversidade.blogspot.com.br/


Feiras Itinerantes

O projeto foi realizado pelo Instituto de Permacultura da Bahia e RedeMoinho – Cooperativa de Comércio Justo e Solidário, com o objetivo de trazer a prática do consumo responsável para o cotidiano das pessoas visando fortalecer uma rede de produção e consumo, além de propiciar um espaço de socialização do conhecimento sobre a Permacultura e Economia Solidária. Entende-se que uma alimentação adequada é aquela que incorpora todas as suas dimensões sendo estas socialmente justas, ambientalmente sustentáveis e biologicamente saudáveis, dede a produção até o consumo. O projeto visou contribuir para o desenvolvimento local e também para a valorização da agricultura familiar, tão importante para o nosso país e para a nossa saúde, assim como o estreitar do caminho entre produtores e consumidores. O projeto realizou 6 Feiras Itinerantes na Região Metropolitana de Salvador estimulando o consumo de produtos provenientes da Economia Solidária e respeitando a sazonalidade da produção e as culturas locais. Durante as Feiras Itinerantes aconteceram também oficinas gratuitas sobre Produção de Alimentos, Consumo Responsável ,Manejo dos Resíduos (Compostagem Doméstica, Reciclagem) entre outras.

Apoio: CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviço).

Parceria: Ciranda Café Cultura & Artes.

Sertão.Net

Iniciado em setembro de 2008, o projeto Sertão.Net foi uma proposta de formação de agricultores para a convivência com o semiárido, por meio de intercâmbios virtuais para troca de conhecimentos e informações. Durante um ano, agricultores e agricultoras que praticam permacultura e agroecologia nas comunidades rurais dos municípios de Cafarnaum, Umburanas, Ourolândia e Morro do Chapéu (Bahia, Brasil) puderam conversar com agricultores e agricultoras indianos envolvidos nos projetos da Power, organização não-governalmental que atua prioritariamente com o fortalecimento comunitário de agricultores familiares e a conservação da biodiversidade no semi-árido do norte do Estado de Karnataka, India. O projeto foi uma parceria entre três organizações da sociedade civil: o Instituto de Permacultura da Bahia, a Power e o Oi Futuro. Visite o blog: www.projetosertaonet.blogspot.com

Policultura no Semi-Árido

O projeto Policultura no Semi-Árido consiste em capacitar agricultores familiares do sertão da Bahia, bioma Caatinga - para desenvolver sua própria agricultura de forma mais sustentável e em harmonia com o meio ambiente. O projeto iniciado em 1999 e finalizado em meados de 2011, foi desenvolvido pelo Instituto de Permacultura da Bahia (IPB). Sua realização deu-se através de um conjunto de práticas ambientalmente e economicamente sustentáveis, reunindo o conhecimento empírico dos pequenos agricultores e o conhecimento técnico baseado nos princípios da agroecologia (práticas agrícolas baseadas nos sistemas da natureza) e da permacultura (sistema de design e planejamento de assentamentos sustentáveis). A proposta trazida pelo projeto entende a policultura como uma forma de imitar, o máximo possível, a natureza, onde convivem e cooperam, em um mesmo espaço físico, diversas espécies vegetais, possibilitando vários produtos agrícolas. A iniciativa alcançou 750 famílias em 65 comunidades rurais.
O Projeto recebeu o 1º lugar na categoria Atuação Responsável, no Prêmio Bahia Ambiental 2004, promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia; 3º lugar na categoria Humanidade, no Prêmio Ambiental Von Martius 2004, da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha; foi Vencedor do Prêmio Melhores Práticas Ambientais do Nordeste, promovido pela Sociedade Nordestina de Ecologia, em 2006 ; finalista do Prêmio Objetivos do Milênio, organizado pelo PNUD, em 2005; selecionado como um dos “50 jeitos brasileiros de mudar o mundo – O Brasil rumo aos objetivos de desenvolvimento do milênio”, pelo programa de Voluntariado da ONU, divulgados em publicação de 2007; e finalista do Prêmio Banco do Brasil de Tecnologias Sociais, também 2007.


Horta e Saúde na Escola

O projeto A Horta Escolar como Eixo Gerador de Dinâmicas Comunitárias, Educação Ambiental e Alimentação Saudável e Sustentável surgiu no ano de 2004 por solicitação do Ministério da Educação. O projeto piloto ocorreu em 3 municípios escolhidos: Bagé no Estado do Rio Grande do Sul, Saubara na Bahia e Santo Antônio do Descoberto em Goiás. O objetivo foi sensibilizar, mobilizar e articular a comunidade escolar por meio da educação ambiental, alimentar, nutricional e de produção agrícola, visando a re-significação da relação com a prática educativa para um mundo sustentável. O projeto beneficiou diretamente a comunidade escolar de cinco escolas do município de Saubara, sendo estas: Isaura Barroso, Tio Doroga, Dr. Luis Viana Filho, Manoel Castro e Centro Educacional Marco Antonio do Carmo, além das famílias dos estudantes e as comunidades onde vivem. Indiretamente, as comunidades das cidades de Saubara, Bom Jesus dos Pobres e Cabuçu na medida em que levou para a região um fomento nas discussões e intervenções relacionadas à produção agrícola e à educação ambiental, alimentar e nutricional.


Maria das Cabras

Gerenciado pelo Instituto de Permacultura da Bahia – IPB e desenvolvido no período de abril a julho de 2006, junto a crianças, adolescentes e jovens do Abrigo da Organização de Auxílio Fraterno – OAF, em Salvador (BA). Com o propósito de recuperar a área da encosta através do reaproveitamento dos recursos locais disponíveis, o projeto cuidou da cobertura do solo e plantio consorciado de espécies medicinais, alimentícias e ornamentais. Enfatizamos positivamente a possibilidade do reaproveitamento seguro e simples da parte orgânica do lixo produzido no Residencial e no refeitório da OAF.

Projeto Reciclando para a Vida

A proposta de formação em agricultura orgânica e paisagismo urbano incentivou jovens de baixa renda, em busca de emprego no município de Lauro de Freitas, a participarem do projeto. Foram 30 alunos de 17 a 20 anos, a maioria negros, 60% homens e 40% mulheres, moradores dos bairros de Portão e Pitangueiras, a maioria cursando ainda o Ensino Fundamental. As principais atividades foram aulas teóricas e práticas sobre os princípios de agroecologia, desenho da paisagem, fizeram passeios culturais e de lazer, aulas de artesanato e de empreendedorismo, além de terem seus conteúdos mesclados com música e fotografia. Os alunos faziam duas refeições, café da manhã e almoço, e recebiam uma bolsa-auxílio de R$ 50,00 para participar do curso. Alguns jovens estão trabalhando por conta própria como jardineiros, outros se empregaram no comércio local e os que estavam fora da escola voltaram a estudar. O projeto teve o apoio da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, comerciantes locais, Juizado da Infância e da Juventude e foi realizado em parceria com o programa Comunidade Solidária.

Projeto Agrofloresta em Buracica

Iniciado em novembro de 2007, em parceria com a Petrobrás UN-Bahia o projeto tem por objetivo geral formar 30 famílias de trabalhadores rurais sem-terra ligados ao MST nos princípios e práticas da permacultura, para que possam elaborar o planejamento de um assentamento rural sustentável e construir soluções para garantir sua sustentabilidade, melhoria de renda e da qualidade de vida. Este projeto é a etapa número 1 de um programa de duas etapas. A seguinte, de três anos, é para implantação e acompanhamento do assentamento.

Projeto Policultura em Caem

Realizado entre janeiro de 2006 e agosto de 2007, em parceria com a CAR e o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), no município de Caem (território do Piemonte da Diamantina). Foram realizadas, palestras e oficinas de policultura, cultivo de viveiros e hortas e processamento de alimentos para 150 famílias de agricultores familiares.

Projeto Permacultura em Passé 

O projeto foi uma parceria com a Petrobrás, envolveu cerca de 30 famílias durante 8 meses, em 2006. Garantiu assistência técnica para produção de hortas nos quintais, roças agroflorestais e incentivo ao uso de produtos cultivados pelas próprias famílias em sua alimentação, com oficinas sobre armazenamento, beneficiamento e processamento de alimentos.

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