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Carrossel Itinerante discute manejo de abelha

Polinizando saberes – introdução ao manejo das abelhas sem ferrão. Esse é o tema do próximo Carrossel Itinerante que acontece dia 01/12, terça-feira, às 19 horas no Espaço Ciranda Café Cultura & Artes que fica na Rua Fonte do Boi, nº 131, Rio Vermelho. A palestra ministrada por Isabel Fróes, Bióloga, e por Marcos Aurélio, Meliponicultor, abordará aspectos gerais do manejo de abelhas sem-ferrão dando um enfoque no resgate dos conhecimentos tradicionais de manejo realizado pelas comunidades indígenas e rurais.

Confira o resumo da palestra:

Polinizando saberes – introdução ao manejo das abelhas sem ferrão

No mundo existem mais de 20 mil espécies de abelhas. Dentre estas existe um grupo de abelhas que possuem o ferrão atrofiado e por isso, são chamadas “abelhas sem ferrão”. Existem aproximadamente 400 espécies de abelhas sem ferrão no Brasil, sendo portanto abelhas nativas, ao contrário da “italiana”, também conhecida como “africanizada” ou “europa” (Apis mellifera), que foi introduzida no Brasil. Hoje em dia, o mel mais consumido é o mel da abelha africanizada, mas antes da sua chegada aqui, nos séculos XIX e XX o mel das abelhas sem ferrão nativas era o mel mais usado. Uruçu, jataí, mandassaia, tubi, arapuá, sanharol, abelha-cachorro, abelha-mosquito, boca-de-sapo, asa-branca... todas essas são abelhas sem ferrão nativas do Brasil. Os indígenas e comunidades rurais em geral, sempre foram grandes conhecedores das abelhas sem ferrão. Algumas tribos ainda são capazes de descrever com uma enorme riqueza de detalhes cada abelha e suas características. No interior, as pessoas costumavam criar abelhas em “cortiços” que ficavam pendurados no telhado da casa.  Acredita-se que o mel das abelhas sem ferrão tenha muitas propriedades medicinais, talvez até mais do que o mel da Apis mellifera. As abelhas de um modo geral têm um papel muito importante na natureza, pois à medida que buscam seu alimento nas flores, elas auxiliam as plantas na sua reprodução, um processo chamado polinização.



01/12/2009

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