O PROJETO POLICULTURA NO SEMI-ÁRIDO , foco desse documento, surgiu da necessidade de reverter o quadro de degradação ambiental e humana que assola a grande maioria dos municípios localizados na região do semi-árido baiano.

Hoje, com a ampliação da área de atuação e partindo para o seu 4º ano de duração, nos municípios de Ourolândia, Umburanas e Cafarnaum no estado da Bahia, o projeto atinge 500 famílias diretamente beneficiadas, a um custo de R$ 34,00 família/mês.

Os recursos financeiros disponibilizados pelos parceiros até o presente momento, em torno de $200.000,00, e a gestão do Instituto de Permacultura, foram determinantes para o desenvolvimento, ampliação e sucesso do Projeto.

O projeto consiste em capacitar os pequenos agricultores para desenvolverem sua própria agricultura da forma mais próxima ao sustentável, permitindo segurança alimentar, um convívio harmônico com o meio ambiente, o combate à desertificação, aumento de renda e da qualidade de vida e fixação do homem no campo.

O programa foi desenvolvido com a participação de todos atores do processo e a característica principal é a transdisciplinariedade, possibilitando uma atuação holística no foco do problema.

O modelo de maximização produtiva que caracteriza a agricultura moderna, não leva em conta a preservação e melhoramento do meio ambiente, especialmente dos solos, não podendo no longo prazo assegurar a continuidade da produção. Paralelo ao aumento de produtividade alcançado em diversas situações aparecem os efeitos altamente negativos como compactação dos solos, eliminação ou redução de flora microbiana do solo, absorção desequilibrada de nutrientes, poluição alimentar, concentração de rendas, desemprego rural, encarecimento do custo de produção e grandes desequilíbrios na natureza.

Dentro desse contexto, surgiu o projeto como um contraponto, tendo em vista ainda, a forte expressão da miséria nas áreas trabalhadas, intimamente relacionada com o uso indevido dos recursos naturais.

O Projeto está inserido dentro do modelo de otimização produtiva ou agricultura ecológica, suas bases filosóficas, tecnológicas, bioecológicas, sociais, econômicas e éticas. Aqui, através de uma visão global, de uma percepção da integralidade acerca do homem, da vida, da Natureza, compreendemos que a agricultura é o meio pelo qual a humanidade satisfaz - entre outras - sua necessidade mais imperiosa: alimentar-se. Portanto, ela deverá ser desenvolvida tendo em conta esse altíssimo objetivo!

Nosso desafio: Provar que o Semi-Árido é Rico e Abundante! Que os agricultores e agricultoras possam viver dignamente com qualidade de vida nas suas terras e que isso gere estabilidade e preservação.